terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como manter um casamento cristão

Quando Deus oficiou o casamento de nossos primeiros pais, Adão e Eva, estabeleceu um plano para todos os casais. Gênesis 2:24 conta: “… deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” A união do casamento seria a mais íntima de todas as relações humanas. Por ela, marido e mulher se tornam uma só carne. “Porque ninguém”, argumenta Paulo, “jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida”. E , escreveu mais: “Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama” (Efésios 5:28 e 29).
O casamento é uma união de amor. Foi instituído para satisfazer o profundo anelo implantado na alma pelo Deus de amor – o desejo de dar e receber amor.
O amor é oposto ao egoísmo. O egoísmo pensa em si mesmo, busca os seus próprios interesses, busca só receber. Infelizmente muitos casam por motivos egoístas: querem só a sua vontade e o seu prazer satisfeitos. Por isso, casamentos desse tipo nunca são felizes e acabam rapidamente.
O amor conjugal deve ser nutrido, fortalecido. Ele deve crescer sempre. A sua chama deve se tornar cada vez mais viva. E isto não vem por acaso. Requer planejamento, requer esforço – incessante esforço através da vida íntima. Alguém disse acertadamente que a vida conjugal é uma escola na qual nunca nos graduamos.
No programa de hoje quero apresentar algumas dicas para manter o casamento. A primeira delas é o reconhecimento de cada um dos cônjuges no lar. No plano de Deus o marido é o chefe da família. Deve ser honrado como tal pela esposa e pelos filhos. Mas a esposa é a rainha do lar. E deve estar ao lado do marido na direção do lar.
Uma segunda dica para manter o casamento é a fidelidade mútua. O casamento é uma união sagrada e requer estrita fidelidade do marido à mulher, e da esposa ao marido. A ordem é clara: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). Essa total dedicação de um ao outro gera confiança e nutre o amor. Inversamente, a infidelidade, seja do homem, seja da mulher, suscita ciúme, ressentimento.
Já a terceira dica é o esforço de adaptação mútua. Passados os primeiros dias após o casamento, e iniciada a vida real, começam a aparecer as fraquezas de ambos. O marido vê na mulher pontos negativos com que talvez não sonhasse; e a esposa também vê no marido defeitos que não imaginava… Aí é preciso compreensão, apoio e a busca para valorizar as qualidades, ajudando na superação dos pontos negativos.
A quarta dica para manter o casamento é a expressão do amor. Na vida conjugal o amor deve ser expresso por palavras – palavras de apreço pelos esforços do marido, da mulher; palavras em que o amor mútuo é assegurado. Alguns pensam que o companheiro da vida sabe que é amado e não é preciso dizer para o outro. Outros julgam que a expressão de amor é uma demonstração de fraqueza.
O amor deve ser expresso por atos, aliviando cada qual o dardo do outro. As primeiras atenções, dispensadas com tão grande satisfação na fase do namoro e noivado, deveriam continuar após o casamento. Se a noiva ou namorada merecia atenção, muito mais digna disso é a esposa.
Um presente de vez em quando é uma demonstração de amor correspondido pelo outro lado com um afeto mais profundo. Nisso não é necessário gastar o salário do mês. Até uma bonita flor, se dada com sinceridade, produz o seu efeito. Alguém disse que o amor da esposa floresce como uma flor. E o tempo de fazer isso é enquanto ela vive. De nada valerá, depois da morte, encher o seu caixão de flores e amontoar coroas sobre o seu túmulo.
Uma quinta dica para manter o casamento é dar a Deus um lugar na vida do casal. O verdadeiro triângulo amoroso é formado pelo marido, pela esposa e por Deus. Quanto melhor o nosso relacionamento com Deus, tanto melhor será o nosso relacionamento com o companheiro da vida.
Deus deve ser o centro da nossa vida, o Objeto de nosso supremo amor. A vontade dEle deve vir em primeiro lugar e deve ser feita com alegria. Então, da divina fonte de toda boa dádiva, receberão, marido e mulher, aquele amor desinteressado e puro, que une, que enobrece, que faz feliz e bela a vida conjugal.
No capítulo intitulado “O Segredo de Um Matrimônio Feliz”, do livro “A Ciência do Bom Viver”, lemos: “Só em Cristo é que se pode com segurança entrar para a aliança matrimonial. O amor humano deve fazer derivar do amor divino os seus laços mais íntimos. Só onde Cristo reina é que pode haver afeição profunda, verdadeira e altruísta.” 
Amigo ouvinte, Deus instituiu o casamento para que fosse uma bênção. Aqueles que preenchem essas condições possuirão o precioso bem de uma união conjugal venturosa.
Se estou falando neste momento a um casal que não é feliz, gostaria de dizer, terminando: embora possam surgir dificuldades, perplexidades, nem o marido nem a mulher devem abrigar o pensamento de que sua união é um erro ou uma decepção. Que cada um resolva ser para o outro tudo que é possível. Continuem, relembrem as primeiras atenções e gestos de carinho. Que um anime o outro nas lutas da vida. Procure cada um promover a felicidade do outro. Haja amor mútuo e muita paciência. Então, o casamento, em vez de ser o fim do amor, será como que seu começo. O calor da verdadeira amizade, o amor que liga coração a coração, é uma amostra das alegrias do céu.

A presença dos valores na Família

Já sabemos que a família como valor não se discute. Não tem substituto para ela. Ela é para nós cristãos fonte do amor e de vida, uma Igreja doméstica. Pela família passa o futuro da vida, da Igreja e da humanidade. Agora precisamos entender que a qualidade de vida das pessoas nas famílias, na comunidade e na sociedade de modo geral, depende de quatro pilares insubstituíveis:

Solidez familiar

Relação sadia entre esposo e esposa, entre pais e filhos. Entretanto, não se trata apenas de entender a afetividade da célula familiar, mas também de viver e existir em comunidade, inseridos na sociedade, onde ninguém é e nem pode ser excluído, não importando a idade, a classe, a cor, a raça ou religião.

Ordem de Valores

Todo o lugar onde não se cultiva valores básicos da vida, como o respeito, a ética e a partilha, o caos acontecerá. Vivemos a era da tragédia existencial, onde temos como prioridade o ter, o possuir, o gozar, a esperteza, o egoísmo e o individualismo em detrimento dos valores do ético, da moral, do ser, do existir, do viver, do conviver, da justiça e da substancial igualdade e direito de todos.

Sentido da vida

Perder a consciência do valor maior da vida humana é esvaziar o dinamismo da família em sua essência. Sem esta consciência o próprio amor vira comércio, uma troca de interesses e de compensações e não uma experiência de vida que gera vidas. O  desconhecimento do sentido maior da vida humana gera a destruição das relações afetivas e humanas. Infelizmente vivemos num tempo em que se ensina a finalidade de tudo, menos da vida, do existir e do próprio amor.

Significado e sentido do amor

Nenhum tema em nossos dias é tão falado, aspirado e desejado como o amor. Mas sejamos sinceros: Nada se encontra mais marginalizado e manipulado do que o amor. Qual é mesmo o verdadeiro significado e sentido do amor que gera, que promove e que salva vidas? Sem a presença dos valores do humano e do divino o amor virá instrumento de gozo, de uso, de posse e não de caminho da realização humana.
Queremos que nossas famílias se realizem, que sejam felizes e se transformem em fontes geradoras de vida e de amor, mas não ensinamos por primeiro o valor e o significado da vida e da existência humana.
Acreditem. Não é a família em si que está em crise. É a vida, no seu sentido e razão de ser, que está em crise. Nossos sonhos de realização pessoal se perdem quando não temos um sentido de ser e de existir.
Saibamos que a transmissão dos verdadeiros valores da vida humana não é uma questão apenas de ensinamento, mas particularmente de coerência e de testemunho de vida. A paixão pela vida  não se ensina com palavras mas com a própria vida.

Vida, amor e sexo no casamento

Cristo elevou o casamento à graça de sacramento, fonte de santificação e de salvação. Os esposos, através da totalidade do amor afetivo, espiritual e sexual, se tornam em Cristo uma comunidade viva de salvação.
Vida, amor e sexo são dimensões do amor conjugal. Fazem parte do amor e da vida do casamento cristão. Mas para que a vida sexual se torne verdadeira e duradoura exige a presença de um amor que assuma todas as dimensões da vida de um casal. Separar o sexo da vida afetiva e espiritual é debilitar em profundidade a união do casal, gerando consequências sempre muito graves. No amor cristão do casamento, homem e mulher devem cultivar seus sonhos e aspirações mantendo suas diferentes individualidades e personalidades. Pela comunhão da vida amorosa, afetiva, sexual e espiritual, os dois devem buscar sempre mais a unidade do ser, do viver e do existir. "Os dois são chamados a serem uma só carne", isto é, uma comunidade de partilha para toda a vida.
Para isto se faz necessário antes de tudo ter uma verdadeira noção, consciência e compreensão do sexo. Sexo não é algo que se tem, nem se descreve em simples órgãos do corpo, sexo é algo que se é. Todo homem e mulher são seres sexuados: corpo, mente, psíquico e alma. Não se pode confundir sexo com órgãos sexuais.
A compreensão do verdadeiro sexo exige a presença da sexualidade que é a maneira do relacionar-se e do complementar-se de um homem com uma mulher, em suas diferentes individualidades e personalidades.
Numa verdadeira relação sexual deve entrar o corpo, a mente e o espírito e não somente o corpo. Quando os espíritos não se casam os corpos ficam viúvos e o sexo se torna um simples prazer momentâneo que começa e termina com o encontro genital, onde o outro não é amado em seu ser, mas usado como meio de prazer. Esta compreensão e vivência do sexo como prazer leva o casamento para o desgaste e a morte do próprio sexo em si ao invés de se transformar em fonte de vida, de comunhão, de complementação através do amor na vida de um casal.
Os esposos participam da própria vida de Cristo na totalidade de suas relações esponsais. Neste sentido, o sexo é graça de Deus fazendo parte do sacramento cristão. Os esposos partilham da redenção de Cristo e se santificam através da intimidade amorosa, afetiva, espiritual e sexual. Esta é uma verdade que somente pode ser compreendida pelos que acreditam e vivem da vida de Jesus na Igreja.
Lastimavelmente este tesouro da vida conjugal é praticamente desconhecido, mesmo para a maioria dos cristãos. Pergunto: Como pedir fidelidade a um casal que não conhece a grandeza humana e divina do sacramento do matrimônio como fonte de vida, de santidade e de salvação? Sem darmos este conhecimento maior do matrimônio cristão, pouco faremos para ajudar os casais a encontrarem o caminho da felicidade e da realização no amor. É bom sabermos que: Não se acredita e nem se luta por aquilo que não se descobriu o verdadeiro valor.
Se o casamento na humanidade se encontra em crise e em decadência, sem dúvida, faltam os que ensinem o verdadeiro sentido e significado do matrimônio cristão como fonte de vida, de santificação e de salvação para os casais, particularmente para as novas gerações.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O amor do casamento cristão

O casamento é uma vocação humana e divina, entendida como um chamado de Deus, que se transforma em sacramento de vida, em caminho de salvação e de santificação para o casal através de todos os dias da vida.
O sacramento do amor cristão não é um simples contrato de vidas entre um homem e uma mulher, mas uma opção de vida em que os noivos consagram seu amor diante de si, de Deus, da Igreja e da comunidade cristã. É uma vocação humana e divina. Vocação entendida como um chamado de Deus, que se transforma em sacramento de vida, em caminho de salvação e de santificação para o casal através de todos os dias da vida.
O amor entre um homem e uma mulher é compreendido como um chamado para viver e existir segundo a vocação de imagem de Deus no tempo. A partir de Cristo o amor dos casais é elevado à graça de sacramento, isto é, se transforma em fonte de santificação e de salvação na vida do homem e da mulher, um grande bem para a família, para os filhos e para toda comunidade cristã.
Para isto se faz necessário, antes de tudo, que o casal tenha a compreensão do valor e do sentido da vida humana, entendida sob os horizontes da fé cristã. Como criaturas humanas não somos apenas o resultado de um encontro circunstancial do espermatozóide com um óvulo, mas somos em primeiro lugar uma iniciativa de Deus que se tornou vida humana através do amor dos nossos pais. A Bíblia nos revela que Deus-Pai nos pensou desde sempre e para sempre. Em virtude dos méritos da redenção de Cristo fomos elevados à dignidade de filhos e de filhas de Deus, herdeiros e co-herdeiros da vida eterna. Somos em nossa natureza humana, filhos do tempo e herdeiros da eternidade.
Sem esta compreensão, do sentido e da razão maior da vida humana, o amor cristão entre um homem e uma mulher tem pouca solidez para sobreviver e se realizar através das exigências do existir a dois num mundo marcado pelo relativismo dos critérios do ter, do gozar e do consumir em detrimento dos valores do ético, do ser e do existir.
Os casais cristãos são assim, chamados a viver segundo sua vocação de imagens de Deus, que é um chamado e compromisso para toda vida através da vivência do amor mútuo, da partilha e da comunhão entre si, com os irmãos, com a criação e com o Deus Criador de tudo.
Somente assim o amor dos casais se transforma em fonte inesgotável de vida na família e um grande bem para toda a Igreja de Cristo.
Casar-se, portanto, é uma opção de vida, de vidas entre um homem e uma mulher, um chamado de Deus para toda vida, fonte de santificação e de salvação humana e divina.
Sem dúvida, o total desconhecimento por parte dos casais sobre o verdadeiro sentido e significado do matrimônio cristão é uma das maiores causas da fragilidade dos casamentos atuais e da pouca paciência familiar de nossos tempos.
Restituir o sentido do verdadeiro amor cristão aos casais at ravés de uma sadia evangelização é e deve ser uma das prioridades da missão da Igreja. Sem a compreensão deste amor os casamentos se esvaziarão, as famílias adoecerão e a Igreja e o próprio futuro da humanidade estarão seriamente comprometidos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O casamento completo

Muitos casais se apaixonan, se casam e presumem que o trabalho foi completado. Tendem a sentir que tudo o mais vai funcionar automaticamente. Nada poderia estar mais longe da verdade. Um casamento bem - sucedido não aparece espontaneamente ou por acaso. Em lugar disso, um casamento feliz – o casamento bem-sucedido envolve duas pessoas na busca da solução para grandes ou pequenos problemas. Platão usou uma escada para ilustrar o crescimento no relacionamento matrimonial. As duas partes laterais da escada simbolizam o marido e a mulher e cada degrau representa aquilo que os atrai e os mantém unidos num companheirismo insuperável. O degrau mais baixo e a atração física e o degrau mais alto é o puro amor a Deus. Cada degrau da escada depende dos outros degraus, fazendo com que todos se tornem importantes a fim de manter a unidade da escada de um casamento completo. Alguém definiu o casamento como sendo “a completa dedicação da pessoa no seu todo para alcançar um estilo de vida completo”. Tal definição presume que o casal batalhará em função de um alvo que tinham em mente quando se casaram. Casar-se por conveniência, para escapar das más condições de um lar; ou para dar um nome para a criança, não é alvo adequado para um casamento bem-sucedido. “Tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2, 24)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vida a dois (casal perfeito)

É possível encontrar na Terra um casal perfeito?
Um par feliz , em que cada um, com as suas possibilidades, complete o outro sem exigências , sem ferir e magoar?
Podemos dizer que um casamento perfeito pressupõe a união de duas pessoas perfeitas. Porém, isso é impossível aqui em nosso mundo , ainda tão atrasado espiritualmente .
No entanto, não obstante os defeitos que ainda predominam em nossa sociedade, sabemos de casais que vivem muito bem e gozam de uma relativa felicidade, já que a felicidade total só conheceremos em outro Mundo , conforme nos disse o Cristo.
Esses casais felizes são pessoas comuns que lutam com dificuldades profissionais , familiares , e até mesmo íntimas ,porém, possuem o firme propósito de alcançarem a paz junto ao cônjuge e com as pessoas que os rodeiam.
Então, é possível encontrar a harmonia no casamento ?
Sim. É possível .
Pelo menos alguns itens importantes para o êxito da união conjugal foram destacados , nas páginas deste volume despretensioso. Acrescentemos ainda que o começo de tudo é nos conscientizarmos de que , assim como eliminamos o amor, também o cultivamos .
Devemos empreender esforços rumo a essa plantação que será cultivada dentro de nos, em nosso coração, todos os dias, com carinho e atenção,respeito e tolerância.
A harmonia conjugal é obra de compreensão e respeito mútuo.
O casal feliz é aquele que encontra tempo par amar.
As horas divididas a dois somam muito, na estabilidade emocional de ambos.
Os cônjuges que não têm tempo um par o outro viverão em mundos diferentes , particulares , e quase nada realizarão juntos.
Quando isso ocorre , depois de alguns anos serão dois estranhos que vivem sob o mesmo teto, unidos apenas por um papel, sem que se amem verdadeiramente.
Matrimônio feliz é aquele que tem por base o amor e a amizade sincera.
Outro fator importante para a felicidade conjugal é a cumplicidade . Esse sentimento deverá alcançar todas as situações da vida .
Isto significa gostar do jeito do outro, admirar suas realizações , vibrar com seus afetos , perdoar seus erros , empenhar-se em seus projetos , sofrer com as suas dores , repartir as derrotas , enfim , serem unidos de verdade. Quando o casal se une de verdade , as vitórias acontecem mais facilmente . E mesmo que haja derrotas, as lágrimas derramadas serão motivos para leva-los a encarar a oportunidade sem culpas e acusações.
Casamento não é constituído por adversários , mas se isso ocorrer , a melhor forma de recuperar a união é tornar o outro nosso amigo parceiro.
Não devemos , no casamento , lutar a fim de impor somente a nossa vontade ,para satisfação do nosso ego.
Ao contrário de vencer, é preferível e os dois saiam vencedores.
Precisamos , também, descobrir a alegria de doar e não somente receber.
E se nos casamos é para fazer o outro feliz , também.
Casal feliz é aquele que se doa mutuamente .
Enfim, podemos enumerar vários outros ingredientes ,para que obtenhamos a felicidade conjugal, mas certamente com amor acharemos nossos próprios caminhos e conseguiremos êxito em nossa convivência.
Basicamente saibamos que, informados de todas essas virtudes , nada obteremos sem que elas sejam colocadas em prática , incansavelmente , até os últimos dias de nossa convivência a dois.
Devemos acreditar , sempre , que poderemos ser felizes.
É com essa finalidade que aqui estamos .
E seremos , se assim o quisermos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vida espiritual do casal

Quando falamos de vida espiritual nos referimos a uma obra que é realizada pelo o Espírito Santo de Deus. (Jo 3:3). Conforme o profeta Ezequiel profetizou Deus estaria trocando o coração duro do homem por um coração de carne e poria neles seu Espírito (Ez 36:26). Assim, podemos entender que é o Espírito de Deus quem aplica a obra redentora no homem (arrependimento, fé, regeneração, santificação – cf. Jo 16:8; Rm 5; 8:26 ). Somente os que andam no Espírito vivem  a plena vida que Cristo tem a oferecer aos que o aceitam como Salvador.
A forma como o casal conduz sua vida espiritual determina assim seu grau de maturidade e comunhão com Deus. Percebemos que apesar de viverem debaixo do mesmo teto, muitos casais estão vivendo níveis diferentes na vida espiritual o que tras em muitos momentos dificuldades no relacionamento e nas atividades cotidianas. As prioridades passam a ser diferentes, o modo de encarar a vida também tem outro sentido. Além disso, nota-se que não há a preocupação do cônjuge Ter uma experiencia profunda com Deus.

Uma vida espiritual precisa ser marcada então pelo enchimento do Espírito, e é com base no que o apostolo Paulo nos falou é que vamos abordar então sobre a vida espiritual. Enchei-vos do Espírito, esta é a exortação. Vejamos o que Paulo quer nos ensinar com isto. Antes porém, é bom que considere-se quatro ressalvas:
  1. Ser Cristão verdadeiro não é uma garantia de que o casamento e a vida familiar darão automaticamente certo.
  2. Ser cristão comprometido com os padrões bíblicos pode trazer dificuldade ainda maiores ao casamento.
  3. Casamento e criação de filhos não são assuntos á parte de nossa fé.
  4. O conceito bíblico de casamento é único e diferente de todos os demais.
Assim podemos entender que não é somente ser crente que as situações se resolverão da noite para o dia. Na realidade passamos por um processo, onde o Espírito Santo vai trabalhando em nossas vidas nos preparando para a eternidade (II Co 3:18). Neste caminhar necessitamos várias vezes de nos enchermos do Espírito do Senhor.

I – COMO CASAL SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO?
Para o apóstolo Paulo existem três passos necessários para obedecermos ao imperativo: Louvando ao Senhor de Coração v.19;  Agradecendo por tudo ao Senhor v.20 e Sujeitando-nos uns aos outros no temor de Cristo v.21. Ser cheio do Espírito Santo não é apenas falar em línguas. O crente cheio do Espírito Santo demonstra na sua vida “marcas” que comprovam sua vida transformada. Assim sendo, ser cheio do Espírito Santo inclui:

a) Uma vida de louvor a Deus v.19 - Em Jo 4:23 temos a orientação sobre a verdadeira adoração. Adorar a Deus deve ser uma atitude baseada na verdade e conduzida pelo Espírito. Somente aqueles que tem o Espírito podem verdadeiramente adorar a Deus. Desta mesma forma,  o louvor a Deus deve ser uma atitude conduzida pelo Espírito. Não sou eu quem determino como devo louvar a Deus. É Deus que estabelece critérios sobre o louvor que Ele recebe.  Deus é digno de louvor – 1 Cr 16:25; O louvro  Deve estar continuamente em nossa vida Sl 34:1;  Devemos estar na presença de Deus com louvor Sl 100:4; Deus deve ser louvado pelo que é – Sl 147:1; Devemos sermos como crianças a fim de que nosso louvor seja autêntico e sincero diante de Deus – Mt 21:16. Não podemos esquecer que também devemos oferecer sacrifícios de louvor (Hb 13:15), ou seja fruto dos nossos lábios que confessam que Cristo é Senhor.

b) Uma vida de gratidão a Deus v.20 - Um coração marcado pelo Espírito de Deus é grato. Sabe reconhecer as dádivas que vem de Deus e também aquilo que as pessoas fazem por ele. No mundo, onde o egoísmo e o individualismo impera, a gratidão é cada vez mais rara. Devemos aprender a sermos agradecidos (Cl 3.15,16). Ser grato a Deus é saber agradecê-lo provisão (Mateus 6:11,30-34), pela proteção sobre sua vida (Sl 91:1; Ed 8:31) pela salvação (Rm 3:24,25).

c) Uma vida de submissão a Deus e ao próximo v.21 - Paulo escrevendo aos Filipenses diz: nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; (2.3). Este texto é bem claro em dizer que o crente deve aprender a se submeter ao próximo. Esta submissão não é escravidão. Ela representa o ato de servir, de não querer ser mais que o outro, de ver no próximo alguém semelhante.  É o Espírito de Deus que nos capacita a viver assim. Portanto, é preciso abrir “espaço” em seu coração para que cheio do Espirito de Deus você seja capacitado a respeitar e submeter ao próximo. Onde praticamos esta sujeição mútua?
- Na igreja v. 18–21;
- Na Família 5:22 a 6:4;
- No trabalho 6:5-9

Observe que aqui o apóstolo afirma que uma vida cheia do Espírito é marcada pelo louvor, a gratidão e pela sujeição mútua. Entendemos então que ser cheio do Espírito não é apenas falar em línguas , ou pregar bem ou orar fervorosamente. A atuação do Espírito de Deus na vida do casal pode se evidenciar nestes pontos apresentados por Paulo e são características que demonstram a importância de um caráter transformado por Deus.

Portanto, o ensino de Paulo sobre o casamento e a família (e também sobre nossos relacionamentos no trabalho) é a continuação explicativa do mandamento “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”, que por sua vez é uma explicação do mandamento principal enchei-vos do Espirito.

II – FAMÍLIA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO
Paulo em Ef 5:22 ss esta tratando com maridos, mulheres , pais e filhos quanto aos seus deveres mútuos, passando-lhes instruções que devem controlar esses relacionamentos. Toda exortação de Paulo quanto ao procedimento do casal esta baseada num imperativo: ser cheio do Espirito. Assim, no relacionamento familiar saudável deve o Espirito de Deus Ter primazia para que assim haja a plenitude da ação de Deus. Lares onde o Espirito de Deus não tem liberdade são marcados por tristezas, problemas no relacionamento, visto que suas vidas estão vivendo longe do verdadeiro conhecimento de Deus.

Tratando especificamento da questão da sujeição na família podemos verificar as seguintes questões:
- O amor do marido pela esposa, seguindo o modelo de Cristo é sacrificial;
- Santifica e cuida da esposa
- É sublime porque é figura do amor de Cristo pela igreja

Quem alcança estas atitudes demonstra Ter na sua vida o Espírito de Deus e cumpre o mandamento da sujeição. Em resposta a uma atitude madura e provedora do homem Paulo demonstra que a mulher tem como resposta o respeito e a submissão ao esposo. É importante ressaltar que num mundo onde os papeis (não as pessoas) de homem e mulher não são mais caracterizados, a bíblia tras uma forte enfase sobre como devem andar enquanto casal que possuem vida espiritual.

Esta atitude promovera o lar e trará oportunidades de crescimento tanto nas áreas do sentimento como também na fé.

III- IMPLICAÇÕES DE UMA VIDA ESPIRITUAL DO CASAL
Uma vida do casal onde ambos são cheios do Espirito e procuram viver nessa dimensão tras diversos beneficios:
a) Proporciona a ambos a oportunidade de amadurecerem juntos na fé.
b) Representa a formação de uma herança espiritual para sua família (filhos)
c) Fortalece o relacionamento
d) Cria ambiente para ministrarem um ao outro (oração, consolo, exortação, ensino, etc...).
e) É um discipulado permanente no lar (um aprendendo com o outro) a como seguir a Cristo
f) Renova as forças da casal nas diversas áreas de suas vidas.

Seis principios indispensáveis para um casamento feliz

1 - MATURIDADE
 O período de ajustamento no matrimônio, considerado geralmente como três primeiros anos, produzirá naturalmente, conflitos de interesses. Nos primeiros vinte e poucos anos de vida, as pessoas funcionam como engrenagens independentes. Tomam decisões puramente na base do que querem ou do que é bom para elas. Após o casamento, dois indivíduos independentes devem aprender a viver juntos.
A engrenagem sincronizada no casamento, é o altruísmo. Se duas pessoas maturas se unem pelos laços do casamento, seu espírito de desprendimento fará com que se ajustem com muita felicidade . Se são imaturas e egoístas, seus primeiros anos de casamento serão repletos de "arranhados barulhentos". "Uma animada rusga é boa para maioria dos casamentos.
Pela graça de Deu, duas pessoas maturas podem encofar suas áreas de conflito, discuti-las de resolvê-las pela obediência aos ensinos da palavra de Deus. Não casa no hábito de esconder seus problemas sob o tapete. Encare-os e resolva-as no ESPÍRITO. Na realidade, não há nada errado em marido e mulher terem um conflito de interesses. Na verdade, cada caso é um teste de maturidade. O cônjuge que exigir "seu próprio caminho", estará enveredando para uma colisão que trará muita infelicidade para ambos.
Na economia de Deus, nunca se consegue nada recebendo. O caminho para se Ter alguma coisa é dar.
O casamento em deus deverá ser um acordo em que cada um entre com cem por cento; Isto é, você deverá se casar com a idéia de que estará dando todo de si, com o propósito de fazer seu cônjuge feliz sem nada esperar de volta.
Como vencer o egoísmo: Encare o egoísmo como um pecado!
Não tente esconder o seu egoísmo atrás de uma sucesso acadêmico e econômico.
Confesse seu egoísmo como um pecado. Peça a Deus para tirar de você o hábito de ser egoísta.
Repare o dano feito pelo seu egoísmo. Repita essa fórmula todas as vezes que fizer ou disser alguma coisa sob a motivação do egoísmo.
2 - SUBMISSÃO:
 Nenhuma organização pode funcionar devidamente se possui duas cabeças. Isso é particularmente verdadeiro no lar. Um a dos maiores obstáculos para um lar feliz, hoje em dia, é falsa noção de que a mulher não tem de submeter-se ao marido.
Quando a submissão deixa uma lar, a felicidade também se vai. Gostando ou não, a submissão é um mandamento de deus, e sua recusa em cumpri-lo é um ato de desobediência, Toda desobediência é pecado; logo, ela não pode esperar a benção de Deus em sua vida, a menos que deseje obedecer a Ele.
"E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gênesis 3:16)
"Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja; sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos" (Efésios 3:1,2)
"semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos ; para que também, se alguns não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres, considerando a vossa vida casta, em temos" (I Pedro 3:1,2).
Deus nunca manda as pessoas fazerem o que é impossível ou que não é bom para elas. Num ato de fé , a mulher cristã deve a aceitar que, para sua felicidade permanente e a do marido , é essencial que ela seja obediente a deus e se coloque em sujeição a seu marido.
3 - AMOR:
A terceira chave que garante a felicidade de um casamento é o amor. Provavelmente nenhuma outra palavra é mais incompreendida do que esta. A maioria das pessoas, hoje confundem simpatia ou compaixão com amor. Amor é uma das experiências mais comuns do homem e uma das mais difíceis de se definir. Webster define-o como "um sentimento de forte ligação pessoal, induzido por uma atraente compreensão, ou por laços de afinidade; afeição ardente".
"O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso. Nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso . Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa". I Coríntios 13(VSS. 4-7)
Henry Drummond, num livro "A maior coisa do mundo", aponta as nove características do amor, encontradas na passagem citada: paciência, bondade, generosidade, humildade, cortesia, altruísmo, domínio próprio, franqueza e sinceridade. Estude essas características e examine o seu amor, para ver se satisfaz os padrões de Deus.
Erich Fromm em "A Arte de Amar" decompõe o amor em: Reconhecimento, consideração, Cuidado e respeito.
4 - COMUNICAÇÃO
Jovens que se amam raramente têm problema de comunicação! Parecem ser capazes de conversar sobre tudo. De algum modo, essa capacidade quase sempre desaparece após se casarem. A perda de comunicação é, na maioria das vezes, um problema para os casais.
Se não é perda de comunicação, é comunicação errada. "O mais importante ingrediente num casamento é a capacidade de se comunicar. O casais que podem discutir seus problemas, libertar-se de suas hostilidades, beijar-se fazer as pazes, constroem uma oportunidade excelente de caminharem juntos para a velhice".
O Dr. Henry Brand aponta as três armas que as pessoas mais usam para se defender.
A primeira arma é a explosão. Todas as vezes em que se diz a uma pessoa os seus defeitos, em vez de encará-los honestamente, sua reação natural é explodir. Nenhuma nudez é comparável à nudez psicológica.
A segunda arma de autodefesa que impede a comunicação, são as lágrimas. Essa arma é usada na sua maioria pelas mulheres, mas algumas vezes, um homem melancólico ou sangüíneo fará uso dela. O marido aprende a distinguir entre as lágrimas de emoção de sua mulher, das do cansaço, alegria e auto-piedade.
A terceira arma é o silêncio. Silêncio é uma arma que muitos dos cristãos mais velhos aprendem. Silêncio, é um instrumento muito perigoso. É perigoso no sentido que rapidamente sufoca a comunicação e se torna um fardo pesado, física e espiritualmente, sobre a pessoa.
Seria bem melhor se duas pessoas pudessem aprender a comunicar livremente suas diferenças, evitando não somente os problemas, mas também seus efeitos colaterais. Lembre-se de que toda a raiva, zanga e ódio entristece ao Espírito Santo (Efésios 4:30). Nenhum homem pode andar no Espírito e ficar zangado com a esposa (Gálatas 5:16).
Como se comunicar: Ore para ter sabedoria de Deus e para estar cheio do Espírito Santo.
Planeje um momento que seja adequado para seu cônjuge.
Fale a verdade com amor - em palavras bondosas, diga exatamente o que está em seu coração. Certifique-se de que seu amor é ilegal à sua verdade.
Não perca a paciência. Casais que não levantarão a voz um para o outro. Sob a ação da raiva, geralmente dizemos mais do que pretendíamos, é em geral esse excesso é ferino, cruel e desnecessário.
Espere por uma reação. Não se surpreenda se a sua comunicação encontrar reação explosiva.
Entregue o problema a Deus. Uma vez que tenha falado a seu cônjuge, você já fez tudo o que podia fazer, humanamente falando.
Duas Expressões de Ouro: Desculpe, Todo mundo comete erros.
Eu te amo é absolutamente necessário, a todo ser humano, ser amado. Quanto mais o seu cônjuge o ama, mais ele aparecia que você expresse o seu amor. Diga-o de maneira expressiva e com freqüência.
5 - ORAÇÃO:
Ora ao Pai é o melhor meio de comunicação entre duas pessoas, essa participação amplia o vínculo comum que existe entre marido e mulher.
Alguma coisa sucede quando, humildemente, nos ajoelhamos juntos; isso é emocionalmente benéfico para ambos. A maioria dos casais reconhece que se erguem da oração mais genuinamente entrelaçados do que antes dela. Experimente, e veja.
Quem deve iniciar a oração? Geralmente o marido que é o cabeça do lar; mas , se ele não o fizer, a esposa pode fazê-lo.
Não esperem até que as complexidades da vida os levem a se ajoelhar. Se esperem até que alguma dificuldade apareça para orarem juntos, descobrirão que quando mais necessitam de Deus, menos O conhecem. Aprendam a conhecê-lo juntos, em oração, agora, de tal maneira que, quando a pressão da vida aumentar, vocês possam orar a alguém que já conhecem tão bem quanto a um amigo íntimo.
6 – JESUS CRISTO
Duas coisas iguais a uma terceira são iguais entre si é um princípio geométrico bem conhecido. Se duas pessoas estão bem relacionadas de modo pessoal com Jesus Cristo quer ser mais bem relacionadas uma com a outra, Jesus Cristo quer ser o seu SENHOR e SALVADOR como indivíduo . Além disso, ele deseja ser o SENHOR do seu casamento. Se ele o for , o lar que você está construindo experimentará paz e benção permanentes.
Viver de acordo com Sua vontade, é coisa mais importante que pode fazer para assegurar um casamento feliz. Você poderá então dizer:

Cristo é o cabeça desta casa, Hóspede invisível em todas as refeições, Ouvinte silente de todas as conversas. Sem dúvida, Cristo é a maior chave para a felicidade conjugal. Se você pedir a Deus para ajudá-lo a usar essas chaves, em sua vida e no seu casamento, seu lar será cada vez mais abençoado e feliz

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

As Bem-aventuranças da família

Bem-aventurada é a familia que cultiva a presença de Deus cotidianamente no lar (1 Crânicas 13: 13-14).

Bem-aventurada é a familia que decide corajosamente seguir a Deus (Josué 24:15).

Bem-aventurada é a família em que o perdão está presente restaurando assim os relacionamentos entre seus membros (Gênesis 45).

Bem-aventurada é a família cujos pais consagram seus filhos para o seviço de Deus (I Samuel 1:21-28).

Bem-aventurada é a família cujos filhos se preocupam e cuidam de seus pais na velhice (Provérbios 23:22).

Bem-aventurada é a família na qual os pais servem de exemplo de espiritualidade para os filhos (2 Reis 15: 33-34).

Bem-aventurada é a família é a família cujos os pais vivem uma vida íntegra diante de Deus e dos homens, deixando assim um legado para seus filhos (Jó 1:1).

Bem-aventurada é a família em que os pais reconhecem a paternidade e a maternidade como uma bênção e os filhos como presentes de Deus (Salmo 127:3).

Bem-aventurada é a família na qual os pais sabem que seus filhos foram dados por Deus para cumprirem uma missão e que, tal como uma flecha, devem ser lançados seguindo os propósitos de Deus para suas vidas (Salmo 127:4).

Bem-aventurada é a família cujos membros são amigos de Jesus e fazem de tudo para agradá-lo (Jó 12: 1-11).

Bem-aventurada é a família que confia em Deus e suplica para que milagres aconteçam e assim contemplem maravilhas extraordinárias no lar (Lucas 8: 40-56).

Bem-aventurada é a família em que seus membros reconhecem a vida profissional como algo sagrado e que a usam para a expansao do Evangelho (Atos 18:1-4).

Bem-aventurada é a família que faz do lar uma extensão da igreja (Atos 12:12).

Bem-aventurada é a família em que as verdades bíblicas são transmitidas de geração para geração (2 Timóteo 1:5).

Bem-aventurada é a família em que aqueles que já conhecem o Salvador levam a mensagem aos demais que ainda nao o conhecem (João 1: 40-41).

Como ser feliz no matrimônio?

O bom relacionamento entre marido e mulher é fundamental para o matrimonio feliz e este é indispensável para que haja uma família saudável. Numa visão cristã, com base na Bíblia, procuramos analisar alguns fatores importantes para a harmonia conjugal.
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Todo cristão sabe que o casamento é de origem Divina (Gn.1.27; 2:18-24). Podemos dizer que o casamento tem como objetivo primordial a união legítima entre um homem e uma mulher para:
- A felicidade do homem
- Construir família
- Servir a Deus
- Adorar a Deus
Com isso Deus visava propiciar ambiente e condições para felicidade do homem, não o deixando em solidão (
Gn 2.18).
O QUE É NECESSÁRIO PARA UM CASAMENTO FELIZ
Aceitar os princípios da palavra de Deus para o matrimônio
O Cristão deve ter em mente que em tudo na vida deve submeter-se á palavra de Deus, como servo (
Mt 20.25-28), temer a Deus e andar nos seus caminhos (Sl.128).
Submeter-se ao Espírito Santo para obedecer a palavra de Deus
Somente com o poder do Espírito Santo o casal tem condições de obedecer á palavra de Deus com relação ao casamento. Para tanto, precisa do Fruto do Espírito em seu relacionamento, conforme (
Gl 5.22-23). O homem espiritual e a mulher espiritual, que são verdadeiros cristãos, demonstram isso na vida diária: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Havendo essas maravilhosas virtudes do Espírito, o casal o casamento e a família serão felizes.
Casamento Feliz
Com base na palavra de Deus, temos a seguir os requisitos que consideramos mais importante:
*Independência (Gn 2.24)
1) Emocional
2) Domiciliar
3) Financeira

União Espiritual
- Os dois precisam ter as mesmas convicções espirituais (
2 Co 6.14);
- Precisam ter o mesmo comportamento espiritual no servir Deus (
1 Pe 3.7).
União Psicologica
- Refere-se á união dos temperamentos, dos sentimentos, das emoções (
1 Co 1.10);
- Equilíbrio emocional ¨temperados¨ fruto da temperança (Gl 5.22).
União Intelectual
- Resultante da formação de instrução do conhecimento adquiridos. Se possível, dois devem ter o mesmo nível intelectual aproximados.

União Social
- O casal origina-se de famílias diferentes: pais, sogros, parentes;
- constituem família (grupo social)
- Sociedade Casa – Família – Sociedade
- Aspecto legal (
1 Co 7.39)
União Fisica /Sexual
1) Sua natureza

- Prevista por Deus (Gn 1.27-28; 2.24)
Não era, nem é e nem será pecado, dentro dos princípios de Deus (
Hb 13.4).
2) Sua finalidade

- Procriação (Gn 1.28)
- Ajustamento mútuo entre marido e mulher (
1 Co 7.1-7)
- Satisfação (bem estar, prazer)
Pv 5.18; Ec 9.9 (ver livro de cantares de Salomão)
- Deus valoriza a união sexual entre marido e mulher (
Dt 24.5)
3) Como deve ser, no plano de Deus

- Exclusiva;
- Monogâmica;
- Alegre (
Pv 5.18);
- Santa (
1 Pe 1.15; 1 Ts 4.4-8);
- Natural (
Ct 2.6; 8.3);
- Observar o significado do corpo para Deus como: (
1Co 6.19-20)
Templo de Deus, propriedade do Espírito Santo.

União Amorosa
- O marido deve amar sua esposa, até de modo sacrificial (Ef.5.25);
- A esposa deve amar o seu esposo (
Tt 2.4).
Como demonstrar o Amor

- Com afeto, com carinho, com palavras (Ct 4; Pv 31.29);
- Com gestos, abraços carícias (
1 Jo 3.18; 1 Pe 3.8);
- Fazendo o possível em favor do outro (
Ef 5.25);
- Zelando um ao outro (
Ef 5.29);
O amor é o elo principal do relacionamento entre o marido e a mulher. Se não houver o amor tudo desaba. Este amor deve estar dominado pelo amor Ágape (
1 Co 13).
Respeito

- O marido deve respeitar a mulher (1Pe 3.7);
- A mulher deve respeitar o marido (
Ef 5.33);
- Um não é maior que o outro (
1 Co 11.11; Gl 3: 26-28).
Comunicação

- É necessário disponibilidade de tempo para comunicação entre casal (Ec 3.1-8);
- Inimigos da comunicação:
a) Excesso de trabalho no lar, no emprego, na igreja;
b) Desunião (
Tg 3.13-18);
c) Desvio de atenções: Televisão, atividades, amigos.

Entender o conceito de liderança cristão no Lar:
1) O marido é a cabeça (o líder) do casal e do Lar (
Ef. 5.22-23);
2) A mulher é vice-líder, ao lado do marido (adjutora) (
Gn. 2.18; 1 Tm 5.14);
3) A liderança do casal esta sob a liderança de cristo (
1 Co 11.1-3);
Deus < Cristo < Marido < Esposa < Filhos

Podemos entender então, que para ter uma vida familiar e conjugal feliz precisamos cumprir os princípios de Deus de acordo com a sua Palavra.
Que Jesus os abençoe grandiosamente!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Segredos de um noivado feliz

1. Seriedade de propósito.
O período de noivado não deveria ser considerado levianamente. Provê condições especiais sob as quais jovens podem conhecer-se mutuamente e fazer decisões inteligentes sobre o casamento. Ao passo que jovens não devem pensar que devem casar-se com a primeira pessoa com a qual namoram, é legítimo que pensem que tal pessoa é potencialmente um parceiro de casamento. Isto é especialmente verdade sobre jovens cristãos que desejam agir sempre em termos de seu compromisso com Jesus.
2. Criatividade
Cultive um passatempo do qual podem participar juntos -- fotografia, música, leitura, velejar, colecionar. O trocar de idéias sobre tais coisas como planos futuros, notícias atuais, esportes, atividades de igreja ajuda a estabelecer relações sadias e respeito pelas opiniões um do outro. . Torne o namoro criativo. Que seja um tempo de regozijo autêntico -- não só para você, mas para aqueles que lhe desejam bem. Não permita que a relação degenere em rotina. Planeje atividades que ambos possam apreciar. Trabalhando num projeto de igreja ou de comunidade, exercitando, cozinhando (e limpando depois!), fazendo acampamento e atividades semelhantes não custam muito dinheiro, mas provêem muita oportunidade para divertimento e de estarem juntos.
3. Sinceridade
Imagine seu espanto quando descobriu que Saul mal tolerava música clássica. Sinceridade também implica que se a gente sente que seria melhor terminar a relação, é melhor dizê-lo honestamente do que achar desculpas para adiar uma decisão. . Sem absoluta sinceridade nenhum namoro pode sobreviver. Sinceridade requer que cada um seja verdadeiro para consigo e para com o outro. Saul estava cortejando Helena, que se especializava em música. Ele a acompanhava a todos os concertos e recitais e pretendia apreciá-los, embora preferisse estar noutra parte. Ela pensava ter tido sorte de estar com alguém que pudesse apreciar o tipo de música que era tão importante em sua vida.

 4. Respeito.
Um namoro bem-sucedido requer consideração pela outra pessoa -- seus sentimentos, preferências, idéias, família e amigos. Um casal cristão não pode admitir nenhum comportamento descuidado que pudesse produzir culpa e vergonha. Precisam reconhecer que o sexo torna-se fonte de alegria e realização somente dentro dos liames do casamento.

Preparando-se para um casamento feliz

O casamento é importante, mas o preparo para o casamento é igualmente importante. Escolher um parceiro de casamento é um dos passos mais importantes que um jovem toma na vida. Tal decisão não deve ser feita levianamente ou com pressa. A experiência sugere que há ao menos quatro critérios que os jovens deviam considerar em sua procura de um companheiro para a vida. Escolhendo um companheiro: quatro critérios

Estar preparado.
Estar preparado implica maturidade de ambas as partes para o noivado e o casamento. Maturidade pode ser avaliada pelo modo em que você responde às seguintes perguntas: Está você pronto para os desafios e alegrias da vida de casado? Saiu você da confusão e conflitos típicos da adolescência? É você equilibrado e responsável? Sabe relacionar-se com outros altruisticamente? Pode analisar um problema e resolvê-lo, ou você tende a permitir que o problema o assoberbe? Compreende e aceita a natureza sagrada e perpétua do casamento? Tem desenvolvido atitudes sadias e apropriadas em relação ao sexo? Sabe o que é verdadeiro amor? Goza de uma experiência religiosa positiva?

Compatibilidade
Incompatibilidade entre marido e mulher é uma das causas principais da ruptura de um casamento. Jovens que desejam casar-se devem avaliar sua compatibilidade. Examinem-se fazendo algumas perguntas incisivas. Sentem-se bem com o modo de vocês se comunicarem um com o outro? É fácil para vocês estabelecerem um diálogo bem-sucedido? Sentem-se vocês bem com as maneiras e estilo de vida um do outro? São os modos como vocês expressam afeição agradáveis a ambos? Sentem-se bem com o temperamento um do outro? Comunicação é elemento chave para a compatibilidade. Se descobrirem durante o namoro que vocês têm dificuldades de comunicação e que mesmo uma discussão simples leva a mal-entendidos sérios, argumentos calorosos, a probabilidade é que vocês enfrentarão problemas semelhantes mesmo depois do casamento. Sim, qualquer problema pode ser resolvido havendo amor, compreensão mútua e tolerância, mas por que arriscar? É melhor terminar a relação antes de assumir o compromisso do casamento.
Outro ponto forte para desenvolver compatibilidade é haver acordo básico. Durante o namoro, sentiu você uma lista crescente de assuntos sobre os quais preferia não falar? Há um desacordo fundamental sobre valores, crenças religiosas e práticas ou amigos? Qualquer diferença séria nessas áreas devia alertá-los sobre a possibilidade de incompatibilidade no casamento.

Homogamia
Isto não significa que o casamento entre pessoas que diferem em qualquer dessas áreas fracassará inevitavelmente. Com tempo e esforço, cristãos maduros podem resolver diferenças em uma ou mais dessas áreas. Contudo, a pesquisa indica que quanto mais afinidades os parceiros têm, tanto menos difícil será o ajustamento conjugal. E quando conflitos surgem, tanto mais fácil será resolvê-los. . A palavra pode parecer estranha, mas tem um significado simples. A pesquisa tem demonstrado que parceiros que partilham características comuns em certas áreas cruciais têm maior probabilidade de êxito no casamento. Essas áreas incluem idade, religião, preparo educacional, inteligência e formação social, cultural e étnica.

Compromisso espiritual
O fator mais importante de êxito em qualquer aspecto da vida é uma relação positiva com Deus. Quando duas pessoas com diferentes compromissos religiosos e preferências decidem casar, estão arriscando seriamente sua estabilidade conjugal. Tais casamentos também expõem as crianças a graves dificuldades.

Casamento feliz

Muitos problemas na vida de pessoas casadas, que são seguidoras de Jesus Cristo, poderiam ter uma considerável diminuição e até a eliminação dos mesmos se atentassem para uma vida de autêntico discipulado. Cremos que o discipulado autêntico promove uma vida feliz para o casal cristão. No discipulado autêntico, o casal encontra as diretrizes divinas que lhes proporcionarão a superação de naturais dificuldades que podem ocorrer.
Estas dificuldades podem se acumular e podem ser de diversos tipos: comunicação entre marido e mulher pode estar com algum comprometimento, questões financeiras e profissionais, criação de filhos, relacionamento sexual. No aprendizado que temos com Jesus e nos relacionamentos entre os membros do Corpo de Cristo, temos um porto seguro para encontrarmos a graça de Deus para enfrentarmos os problemas e sermos vitoriosos.
Nunca é demais lembrar que o mundo pressiona sobre os discípulos de Cristo sua influência durante as 24 horas do dia (1Jo 2.15-17). Além de tudo, temos uma natureza pecaminosa que deve ser vencida constantemente. Jesus declarou de que devemos negar-nos a nós mesmos cada dia (Lc 9.23). As sutilezas de Satanás também não podem ser menosprezadas (2 Co 2.10,11). Assim, temos que ter a sabedoria de estar em uma igreja em que exista a possibilidade de comunhão por meio de um discipulado autêntico.
O casal cristão é assediado por todos estes fatores. Também deve-se considerar as diferenças naturais entre os cônjuges, principalmente no que tange ao desenvolvimento espiritual. Cremos que na própria vivência devem continuamente cultivar a ministração mútua da Palavra de Deus. Isto porque, o Senhor deixou as diretrizes necessárias a fim de que o casal viva de maneira harmoniosa e feliz. Não negando a existência de problemas, mas sobretudo, dialogando à luz da Palavra divina para que o Espírito Santo os oriente na busca das soluções.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

10 mandamentos do casal

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que na explosão nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer. D. Helder Câmara tem um belo pensamento que diz: “Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura…”

2. Nunca gritar um com o outro A não ser que a casa esteja pegando fogo.
Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria … Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença”, para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de “guerra” ; uma luta inglória. “A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral”; dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão. Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta, e tudo de mau pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Nos tempos horríveis da “guerra fria”, quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: “a paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade”. Ora, se isto é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, “primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros”. E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: “se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz.” Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26b)
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: “eu te amo”, “você é muito importante para mim”, “sem você eu não teria conseguido vencer este problema”, “a tua presença é importante para mim”; “tuas palavras me ajudam a viver”… Diga isto ao outro com toda sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admití-lo e pedir desculpas Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta, consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não por lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga.